Parecia que não pertencia a mim sentir esse tipo de pensamento... eram idéias vagas e tristes sobre a ausência da vida... minha vida... minha alma que não pertencia mais a mim...!
Lembranças vagas... não existe alma... entende? Você acha que tem alma?
Você deve estar achando que é mais um daqueles pensamentos pessimistas podres, em que busco a fuga na ignorância da culpa... mas não é bem assim... a alma é um pretexto para sustentação do corpo... é como um comercial dos anos setenta (imagens remasterizadas, é claro), a profecia da era de aquário e coisa e tal, a apologia à liberdade “intelectual” e “moral”, seja lá qual fosse o sentido desses termos na época, algo assim... muitas cores representando grupos... andar pisando em nuvens (depende do bagulho que corria em suas veias), totalmente zen com seu cabelo black power... de repente uma dor fudida invade seu corpo, o ar se torna escasso nos pulmões, o sangue se transforma em um líquido espesso pela coagulação, o estomago involuntariamente se retorce e vomita fetidamente o veneno, o intestino defeca toda podridão que vive em você, os nervos transmitem incansavelmente sinais interpretáveis de agonia ao cérebro fundido, os músculos se contraem fazendo com que o corpo em angústia se transforme em bola humana, as lágrimas não cessam, os olhos vermelhos esbugalhados, o suor rasga a pele... sem mais, livre... assustadoramente leve...!
Ah, ideologia de bordel... são apenas dois passos do precipício...!!!
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